Está aberta a votação para o Prêmio Consciência Hip Hop Imprimir E-mail
01-Dez-2008

 

 
A votação nos melhores artistas e produtores do Hip Hop da Região Centro Oeste já começou. De hoje até o dia 18 de Dezembro, o público já pode votar nos indicados da primeira edição do Prêmio Consciência Hip Hop - Movimentos do Cerrado no portal do Festival: www.conscienciahiphop.org.br

O Prêmio passou por duas fases de votação, onde um júri técnico indicou três candidatos a cada uma das dez categorias, e agora, na segunda fase, o público decidirá pelo seu favorito. A premiação é uma forma de dar visibilidade, reconhecer e estimular a produção de artistas e produtores que se encontram "Fora do Eixo", como o rapper brasiliense Gog, o homenageado do prêmio.

Gog traz em seu currículo nove discos lançados e o título de primeiro rapper brasileiro a fundar um selo dedicado ao gênero, o Só Balanço, criado em 1983. Em 2007, ganhou o Prêmio Hutuz, nas categorias de Melhor Disco, Música, Grupo e Revelação, tornando-se assim o maior premiado até o momento. O rapper é um dos artistas do gênero que optaram por uma forma alternativa de circulação, distribuição e negociação de seu produto, sempre pensado na qualificação e valorização da cultura brasileira. Em 2008 lançou seu primeiro DVD – Cartão Postal Bomba, que contou com participações de Lenine, Maria Rita, entre outros.

O Prêmio será apresentado pela rapper e fundadora da Cufa, Nega Gizza no dia 20 de Dezembro, no Clube Feminino em Cuiabá, a partir das 19 horas.

Confira os classificados por categoria:

MELHOR ALBÚM
• Viela 17 – Lá no Morro
• Vadiosloucos – até quando o caneco secar
• Cirurgia Moral – Não da nada se der é Pouca coisa

MELHOR MÚSICA
• Viela 17 – Lá no Morro
• Vai levar Bacu – 3 1 SÓ
• Haiti – Aquilombando

MELHOR GRUPO OU ARTISTA SOLO
• Viela 17
• Vadiosloucos
• Cirurgia Moral

REVELAÇÃO DO ANO
• Vera Verônika
• 3-1 SÓ
• Def MC'S

MELHOR DEMO
• Ataque Beliz – As maravilhas do Hip Hop
• Dyskreto – Brasilidade
• Aquilombando – Haiti

MELHOR DJ
• Mano Gil – Verbo Verdade
• Dj Jr Killa
• Dj Batman – Viela 17

PRODUTOR
• Ariel Feitosa
• Duck jay
• Doxsoul

MELHOR VIDEO CLIPE
• Haiti – Aquilombando
• Brasil com P – GOG
• Lá no Morro – Viela 17

MELHOR GRUPO DE BREAK
• Mega Break (GO)
• Atack Cia (MT)
• Quebra de movimento

MELHOR GRAFFITI
• Choob – Brasília (DF)
• Clemilson Rodrigues (DF)
• Verme (MS)

Serviço
Prêmio Consciência Hip Hop
Dia 20/12, as 19 horas no Clube Feminino, em Cuiabá (MT)
Realização: Cufa – central Única das Favelas de Mato Grosso
Mais Informações: (65) 3028-1114 ou 9287-5518
 
Vencedores do Prêmio Hutuz 2008 Imprimir E-mail
29-Nov-2008
Revelação do Ano:
A – 286 - São Paulo SP
Renegado - Belo Horizonte BH

Melhor Grupo Norte / Nordeste:
Consciência Nordestina - Recife PE

Produtor Revelação:
Ariel Feitosa - São Paulo SP

Melhor Videoclipe:
Brasil com P - Gog - Brásilia DF

Destaque do Break:
Amazon Bboy - Belém PA

Destaque do Graffiti:
Vespa - São Paulo SP

Hip Hop Ciência e Conhecimento:
Pelas Periferias do Brasil Vol 2 (Vários, Curadoria: Alessandro Buzo)

Melhor DJ de Grupo:
DJ Rodrigo - Inquérito - São Paulo SP

Demo Masculino:
Amizade é coisa séria – Vozes do Gueto - Rio de Janeiro RJ

Demo Feminino:
Mulher de Atitude – Mulheres de Atitude - Vitória ES

Grupo ou Artista Solo:
Realidade Cruel - São Paulo SP

Destaque Gospel:
Márcio Attack Versos - São Paulo SP

Melhor Álbum:
Dos Barracos de Madeira aos Palácios de Platina – Realidade Cruel - São Paulo SP

Melhor Música:
Poesia de Concreto - Kamau - São Paulo SP

Melhor Site de Grupo de Rap:
Renegado - Belo Horizonte BH http://www.arebeldia.com.br
 
Tributo a Tim Maia recebe Mano Brown em clima festivo Imprimir E-mail
20-Nov-2008
Tim Maia só ligava para três pessoas no Natal: para a mãe dele, para o Roberto Carlos e para o meu pai. Assim o tecladista William Magalhães, filho do falecido membro-fundador Oberdan, explicou a conexão do “síndico” com a banda Black Rio, em um tributo ao músico nesta quarta (19), véspera do Dia da Consciência Negra, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Formada no Rio de Janeiro em 1976, a Black Rio construiu um repertório baseado no funk e no soul com influências de samba e jazz. Em 1999, o grupo retomou suas atividades com uma formação que reúne jovens músicos, incluindo um naipe de sopros, guitarra, baixo, bateria e percussão, além de dois vocalistas, que no show receberam o reforço do cantor Lino Crizz.

Depois de executar algumas composições da própria banda, inclusive do cultuado álbum “Maria fumaça” – “pra mostrar a relação de groove com o nosso querido Tim” –, o octeto engatou um repertório que fez a maioria dos ocupantes dos 850 lugares do auditório se levantar: “Vou com gás”, “Acenda o farol” e “Sossego”.

Canções da fase “Racional” também fizeram sucesso. A seqüêcia de “Guiné Bissau, Moçambique e Angola”, “Rational culture” e “Bom senso” foi a deixa para que Nelson Triunfo, que estava no gargarejo, subisse ao palco. O veterano dançarino, um dos precursores da cultura hip hop no Brasil, mostrou seus passos – e chacoalhou a cabeleira - ao lado de duas b-girls, num dos melhores momentos da homenagem.


'Mulher elétrica'

O grande convidado da noite, no entanto, era Mano Brown. Vestido de preto e com um pingente de cifrão prateado no pescoço, o líder do Racionais MC’s compareceu ao show acompanhado por integrantes do Rosana Bronk’s e do Utime, grupos apadrinhados por ele e sua gravadora, a Cosa Nostra. Visivelmente animado, embora sem sorrir, o rapper evocou Tupac, Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva e o Santos Futebol Clube, enquanto cumprimentava os fãs que haviam chegado mais perto do palco.

Mulher elétrica, música que vazou na internet há alguns meses e deve fazer parte do novo disco do Racionais, sucessor de “Nada como um dia após o outro dia” (2002), foi o destaque. Ao vivo, a faixa ganhou backing vocal de rappers e dos cantores da Black Rio, enquanto Brown disparava sua letra improvável, que versa sobre uma garota tão incrível que é tipo “as dez mais da Billboard”.

Do repertório do Racionais, “Para o Belo” e “Vida Loka (parte 2)” foram as outras escolhidas. Depois de uma seqüência de sucessos de Tim pela banda Black Rio – “Não quero dinheiro (só quero amar)”, “Do leme ao pontal”, “Descobridor dos sete mares”, entre outras – Brown só voltou ao palco para encerrar o show com “O homem na estrada”, sobre base de “Ela partiu”.

G1
 
Racionais ''chocam'' fãs com música romântica Imprimir E-mail
17-Nov-2008

O maior, mais importante e influente grupo de hip-hop nacional desde o final dos anos 1980, os Racionais MC?s estão numa encruzilhada braba. Sua mais nova música, Mulher Elétrica, apresenta uma mudança de posicionamento - passaram do discurso político contra a opressão, a submissão e a marginalização para a elegia da mulher brasileira.

Impensável em tempos recentes no repertório da banda, Mulher Elétrica, cantada pelo MC Mano Brown (codinome de Pedro Paulo Soares Pereira), chegou primeiro ao YouTube e tem causado reações extremas.

Um maluco que assina Cafetaosp, beneficiado pelo anonimato da internet, chegou a ameaçar no fórum do YouTube: "Esse Mano Brown não passa de um vagabundo. Vai ter um fim pior do que o Sabotage (rapper paulistano assassinado em 2003). Vai tomar pelo menos 10 pipocos nessa cara de otário que ele tem. Sem contar que parece que ele tá cantando com um ovo na boca!" O comentário foi deletado anteontem.

Um fã menos exaltado e mais racional, que assina Nathan Zinn, escreveu o seguinte: "O som tá bom, eu particularmente não gostei do refrão. Mas eu sabia que os Racionais não iam continuar falando só do social. Pelo discurso do Brown a gente percebe isso e eu acho ?manera? essa mudança. O rap caiu na mesmice de tiro, roubo blablablá. Eles não vão deixar de ser a voz dos esquecidos, mas também vão falar de assuntos particulares de cada um nas letras."

Outro fã, que assina Maariicat, vai ao ponto que mais incomoda os admiradores antigos da banda. "Esse som é muito loko. Mas não combinou com Racionais. Os caras são monstros, e não servem pra cantar musiquinha romântica." Em entrevista ao Roda Viva, em 2006, Brown já dava uma pista da mudança de direção. "O cara da periferia ouve outros oito tipos de música além do rap, por que seria eu o responsável por ele agir de alguma maneira?"

Trecho

Ela chega, ela olha, ela bate um flash, ela invade a pista e ninguém se mexe. Ela dança, ela ri, ela quer curtir, quer amar, quer beijar quer se divertir. (...) Ela é Dolce & Gabbana, ela é Louis Vuitton, ela é Madureira, ela é Kingston, ela é Barra Funda, ela é Bela Vista, reflete no globo ilumina a pista. Ela é preta na cor loira no cabelo, ela é uma hora e meia em frente ao espelho. Ela é Naomi, ela é Clara, é Nunes, é Donna Summer, Rosa, é Sônia, é Tereza, é Ana, é Glória, é bem Brasil, me engana que eu gosto. Ela tem tristeza balança o swing rara beleza.

 

Estadão
 
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