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| Entrevista - Krayzie Bone (Janeiro de 2007) |
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Krayzie Bone falou sobre os projetos do grupo. Com Bizzy Bone fora e Flesh
cumprindo pena, Krayzie garante que o Bone Thugs N’ Harmony continua sendo o
mesmo grupo que dominou as paradas uma década atrás. Ele compara as últimas
estrelas do N.W.A. com as primeiras do Bone. Confira as palvras de Krayzie Bone
abaixo:
Krayzie Bone: Hoje em dia eu acho que a situação é diferente porque não tinha nenhuma pressão quando nós gravamos nosso álbum de estréia. Nós apenas estávamos fazendo música. Nós não sabiamos o que estávamos fazendo direito. Nós não tinhamos idéia do que era fazer um hit, nós nem sabíamos o que era isso. A gente apenas estava ali fazendo música. Nós gravamos o álbum livre de preocupações e estávamos muito felizes em poder gravar com Eazy-E. Agora a situação é outra. Tem muita pressão em cima da gente. Nós saímos de cena por um tempo. Um membro não está mais conosco e o outro está agarrado em uma cadeia. Existe uma pressão imensa em torno da gente por causa dessas paradas. Muita gente diz que o Bone não é mais o mesmo sem essa ou aquela pessoa e que estamos por baixo. Então jogamos toda essa negatividade no álbum e vamos fazer uma parada muito louca. Nós sabemos que podemos fazer isso, contrariando o que esses malucos dizem. Krayzie e Layzie reuniram o Bone Thugs, e quando temos Krayzie e Layzie no jogo, significa que o Bone está caminhando para ser o verdadeiro Bone.
Vocês tinham um projeto de trabalhar de forma independente. Por quê mudar essa mentalidade e assinar com uma gigante como a Interscope?
Krayzie Bone: Nós queremos promover nossos álbuns de maneira correta. Qual veículo melhor para isso do que a Interscope, o selo número um do Hip-Hop no momento? Com eles por trás de nós, nós sabemos que podemos, definitivamente, ganhar com a música que estamos fazendo.
Desde "BTNH Resurrection", parece que as pessoas tem um grande interesse em pregar o último prego no caixão do Bone Thugs. O que vocês fizeram para se manter relevantes no jogo?
Krayzie Bone: É o que a indústria diz, mas você não pode ir pelo que a indústria diz. Eles não são os verdadeiros fãs, que vão comprar nossa música e ouví-la. Nós sabemos que nossos fãs ainda querem ouvir a nossa música, eles tem implorado por isso todo o tempo em que ficamos parados. É por causa disso que vendemos 100.000 cópias pela Koch, absolutamente sem nenhuma promoção. Nós temos uma base de fãs leais, eles continuam com a gente porque sabe que a música que fazemos continua atual. Nós sempre estivemos a frente de nosso tempo, e agora, outros rappers tem copiado nosso estilo, geral usando nosso estilo tá ligado? E isso não vale apenas para os rappers, até mesmo alguns cantores de R&B.
A única coisa que é diferente neste álbum é a grande quantidade de produtores e participações. Você decidiu trabalhar com vários produtores e incluir várias participações no projeto. Por quê escolheu esse caminho?
Krayzie Bone: Porque era algo que nunca tínhamos feito antes. Basicamente é a nova proposta do Bone. Fazer algo que não havia sido feito anteriormente. As colaborações que você vai encontrar nesse álbum são de artistas que as pessoas nunca imaginariam que iriam colaborar conosco e que o resultado final seria tão satisfatório. Os únicos artistas que estiveram em nossos álbuns foram Tupac, Biggie e Eazy, e todos morreram, então chegou a hora de nos arriscarmos um pouco e tentar trabalhar com outros artistas.
Qual o impacto que você acha que causa no envolvimento do Bone com esses artistas novos como Chamillionaire, The Game e Akon?
Krayzie Bone: Eu acho que é um grande impacto. “Ridin’ Dirty” com Chamillionaire foi uma parada boa para ambas as partes. Foi importante para o Chamillionaire, e também foi importante para o Bone. Isso faz com que as pessoas saibam que o Bone continua na ativa e que continuamos sendo os mestres de sempre.
Muita gente tem falado da dinâmica do grupo e sobre vocês serem um trio. Algo muito parecido com a época em que o Ice Cube deixou o N.W.A. O que você tem a dizer para as pessoas que duvidam da formação atual do Bone?
Krayzie Bone: É exatamente como eu nos comparo. Eu lembro quando o Ice Cube deixou o N.W.A. e todo mundo dizia que o grupo tinha quebrado. Eu estava na música e atrás dos bastidores. Ice Cube era importante, não me entenda errado, mas eu não vejo como um homem pode quebrar um grupo. É o que sinto em relação ao Bone Thugs N’ Harmony. Um único homem não é capaz de quebrar o Bone Thugs N’ Harmony.
Você tem uma grande base de fãs leais, mas você tem quase duas bases distintas de fãs. Existem aqueles que gostam de músicas como “Tha Crossroads”, “Days of Our Livez” e aqueles que gostam de “No Surrender”, “Body Rott”. Como você administra isso quando está gravando?
Krayzie Bone: Isso é automático. Nós fazemos isso desde o começo. Fazemos as músicas para as rádios e sempre fizemos músicas para as ruas. Quando estamos para fazer um álbum, tentamos fazer músicas de todas as formas, agradando assim a ambos os lados.
Com as fracas vendas no Hip-Hop hoje em dia, é muito difícil vender a mesma quantidade que caras como vocês estão acostumados. Você teme que esse álbum seja julgado mais pelo número de cópias vendidas que pela qualidade das músicas?
Krayzie Bone: Ah sim, geral tá ligado nisso. O jogo mudou muito e nós temos que nos preocupar com o nosso dinheiro. Afinal, é disso que a gente vive. Esse é o nosso ganha pão. Nós temos que trabalhar como sempre fizemos, com o mesmo espírito da época em que éramos famintos e não tínhamos nada.
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