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Quase 15 anos após Tupac ter levado uma coronhada, ter sido baleado
cinco vezes e deixado para morrer no lado de fora de um estúdio de Nova
York, novas evidências apontam dois associados
de Sean "Diddy" Combs por terem orquestrado a tocaia contra 2pac.
Em um artigo escrito por Chuck Phillips, o Los Angeles Times
alega que Combs foi avisado com antecedência que a emboscada para
Shakur já estava pronta, segundo fontes familiarizadas com o caso.
Tupac estava mais do que certo sobre o que escreveu em suas músicas,
disse Chuck Phillips, embora tenha admitido que Tupac estava equivocado
em alguns pontos sobre o possível envolvimento da Bad Boy no tiroteio.
O
artigo alega que Combs estava presente no Quad Recording Studio em Nova
York com pelo menos vinte associados da Bad Boy Records quando Tupac
foi baleado.
O ataque a Tupac foi o catalisador de tudo que aconteceu a seguir, incluindo sua própria morte e a do Biggie, disse Phillips. Isso
começou toda a situação. Se você traçar isso em uma linha do tempo que
eu faço você poderá ver; é óbvio e ao mesmo tempo triste para dois
rapazes talentosos. Eu terminei com uma história muito maior do que
imaginei.
Fontes familiarizadas com o incidente alegam que
James "Jimmy" Sabatino e Jimmy "Henchmen" Rosemond (empresário de The
Game) estavam entre os homens que se reuniram com Combs na noite em
questão.
Sabatino teria avisado Combs pessoalmente que Shakur
tinha sido atacado no Quad Recording Studio, enquanto Rosemond teria se
tornado bem mais próximo de Combs após o ataque.
Uma das
pessoas envolvidas no atentado era associado ao crime organizado,
apesar do ocorrido não ter nada a ver com o crime organizado, continuou Phillips. Esta
pessoa estava no Quad studios naquela noite e conhecia Puffy, Biggie,
Jimmy Henchmen e Haitian Jack. Um cara branco italiano; ele está agora
na cadeia. Ele esteve envolvido nisso, e francamente, eu nunca soube
nada a respeito.
Logo após Tupac ter sido atacado em 1994,
fontes alegam que Sabatino teria apresentado Combs para criminosos
próximos a ele, escoltando o empresário da música até clubes noturnos
de mafiosos em Nova York e Miami e se tornando parte do círculo íntimo
de Combs logo depois.
Combs convidou Sabatino para sua No Way
Out tour de 1997, onde o alegado associado ao crime organizado teria
usado cartões de crédito falsos para gastar centenas de milhares de
dólares em luxuosas suítes de hotel, limousines e festas alegadamente a
favor da Bad Boy.
Sabatino continuou trabalhando com Combs até
1998, quando foi preso em Londres. Ele foi extraditado para os Estados
Unidos mais tarde, onde foi declarado culpado e foi preso. Sabatino
está cumprindo 12 anos de cadeia na Pennsylvania por extorsão e fraude
eletrônica.
Segundo o Los Angeles Times, Sabatino financiou um
álbum de Christopher "The Notorious B.I.G." Wallace, que foi lançado
após a morte do rapper da Costa leste em 1997.
Phillips admitiu
ter descoberto todos os novos detalhes sobre o tiroteio no Quad
Recording Studios enquanto investigava o assassinato ainda sem solução
de Wallace em Nova York.
O escritou alega que descobriu
registros do FBI para apoiar o que ele encontrou, além de ter
entrevistado pessoas-chave ligadas ao incidente.
As teorias
conspiratórias envolvendo o tiroteio no Quad Recording Studio tem
circulado por todo este tempo. Enquanto alguns acreditam que Wallace e
Combs armaram para Tupac, outros dizem acreditar que a dupla nada teve
a ver com o tiroteio, mas que sabiam que Shakur seria roubado.
Eu não acredito que Biggie e Puffy armaram para o Tupac, disse Phillips. Segundo
estas pessoas que entrevistei, eles tinham conhecimento do ocorrido,
mas não sabiam que Tupac seria baleado. Eles sabiam que ele seria
espancado.
Uma linha do tempo interativa com músicas de
Shakur e Wallace estará incluída na história escrita por Phillips sobre
o incidente. A matéria estará disponível no site do L.A. Times ou no
endereço http://www.latimes.com/tupac na segunda (17 de março).
Interessantemente, o caso de Tupac tem ligação com o assassinato de Jason "Jam Master Jay" Mizell.
Randy
"Stretch" Walker, um dos homens que estavam presentes quando Tupac foi
baleado, foi assassinado no Queens em 30 de novembro de 1995. Fontes afirmam que o suposto
assassino de Walker, Ronald "Tinard" Washington, também era um dos
homens suspeitos de atuarem como "olheiros" quando Jam Master Jay foi
baleado e morto em 30 de outubro de 2002.
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